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Cozinha Beagá troca de nome no BH Shopping e coloca o Caldo do Nonô e o Kaol do Palhares no cardápio

Depois de seis anos como Cozinha de Fogo Wäls, a casa do Piso Mariana vira Cozinha Beagá e reformula o cardápio em torno de homenagens a bares e cozinheiros de Belo Horizonte — com autorização das famílias por trás de cada receita.

Por Luiz Lessa5 de setembro de 2026

Cozinha Beagá troca de nome no BH Shopping e coloca o Caldo do Nonô e o Kaol do Palhares no cardápio

Foto: Victor Schwaner/Divulgação

Depois de seis anos como Cozinha de Fogo Wäls, a casa do Piso Mariana, no BH Shopping, muda de nome e de conceito: agora é Cozinha Beagá, e a proposta é colocar a própria cidade no centro da mesa. A brasa que já era marca registrada da fase anterior continua presente, mas o cardápio, a decoração e a experiência foram reconstruídos em torno de histórias reais de bares, restaurantes e cozinheiros que ajudaram a formar a identidade gastronômica de Belo Horizonte — com autorização das famílias e dos chefs homenageados.

“A gente sentiu que era o momento de dar uma virada de chave e construir um conceito que conversasse de verdade com a cidade. Fomos atrás de histórias reais, de lugares e pessoas que ajudaram a construir a gastronomia de Belo Horizonte”, diz Rafael Simões, gestor do Cozinha Beagá.

Histórias de BH servidas à mesa

A homenagem mais direta do cardápio é também a mais literal: o Caldo do Nonô, receita de 1964 e símbolo da comida do Centro de BH, é servido no Cozinha Beagá preparado pelo próprio Bar do Nonô — não é releitura, é o caldo original.

Já o Bolinho de Kaol é releitura declarada do Kaol, prato mais conhecido do Café Palhares desde os anos 1950 (o nome vem das iniciais de cachaça, arroz, ovo e linguiça). O bolinho — arroz, linguiça artesanal, couve e torresmo triturado, empanado em panko, servido sobre aioli de alho — é receita de Verônica, mãe de André, hoje à frente do Palhares, e o Cozinha Beagá recebeu autorização da família para incluí-la no menu. “O bolinho que servimos tem uma relação direta com essa história e chega ao nosso cardápio com a autorização da família. Não queríamos simplesmente usar referências da cidade, mas nos aproximar das pessoas que estão por trás delas”, conta Rafael.

A Linguiça em Homenagem ao Flávio Trombino, do Xapuri, recupera um prato nascido de improviso — o chef abriu a linguiça ao meio para acelerar o preparo num dia de casa cheia, e o gesto virou marca da casa dele. No Cozinha Beagá, é servida em tábua fumegante com cebola e pimentão, numa versão apresentada e aprovada pelo próprio Trombino. Fecha o grupo de homenagens diretas o Jiló do Mercado Central, versão crocante do ingrediente de balcão, com molho da casa.

O resto do cardápio, também em referência à cidade

As homenagens seguem em pratos que dão nome a bairros e regiões: o Tropeiro da Pampulha (feijão tropeiro, couve, arroz branco), o Mexidão da Contorno (arroz, carne, linguiça artesanal, torresmo, feijão, parmesão, couve, banana-da-terra e ovos estrelados) e a Parmegiana de Queijo Canastra, com o queijo mineiro derretido sobre carne ou frango empanado.

Para compartilhar, a casa aposta em Galinhada (galinha deglaçada na cachaça, arroz, glace de frango, couve, tomate-cereja), Costelão (bovino braseado, servido com arroz e mandioca na manteiga de ervas) e Costelinha com Barbecue de Goiabada. A brasa segue central: ancho, picanha, cowboy steak Angus, filé-mignon, baby beef, frango, tilápia e salmão, com acompanhamentos como arroz piemontese, farofa de ovos e maionese de batata.

Nos petiscos, Batata Beagá (fritas finas com carne desfiada braseada no chopp preto), Pastelzinho de Flauta, Torresmo de Barriga com redução de melaço de cana e Torresminho de Frango com barbecue de goiabada. Na sobremesa, o Tenha Piedade (panqueca com doce de leite Viçosa, açúcar queimado e sorvete), o Brûlée de Goiabada e o Trem Bom (bolo de chocolate, doce de leite com cacau Viçosa, sorvete e calda de caramelo) mantêm o mesmo jogo de referências mineiras até o fim da refeição.

Belo Horizonte também nas paredes

A ambientação, assinada pela arquiteta Beth Nejm, incorpora peças garimpadas e referências visuais à cidade: antigos projetores do Palácio das Artes viraram luminárias, e uma obra recupera a história do Copo Lagoinha, o copo de vidro batizado com o nome do bairro onde ficava seu fabricante.

Uma curadoria em parceria com o BH Antigamente traz fotografias históricas pelo salão — a Praça Sete nos anos 1940, a inauguração do Mineirão em 1965, o Belvedere no fim dos anos 1970, período em que o próprio BH Shopping começava a ser construído. Ladrilhos inspirados na Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha, completam a identidade visual, ao lado de referências ao Mercado Central, à Praça Sete e à Praça da Liberdade.

Serviço

Cozinha Beagá · @cozinhabeaga BH Shopping — Piso Mariana (4º piso), BR-356, 3.049, Belvedere, Belo Horizonte Todos os dias, das 11h30 às 23h WhatsApp: (31) 99762-6073


Nota factual de reformulação. O gastronomizaê ainda não visitou a casa: não há avaliação nem nota aqui, e os pratos citados são os divulgados pelo restaurante. Informações e fotos (Nelson Avelar e Victor Schwaner) apuradas a partir do release de imprensa enviado pela assessoria do Cozinha Beagá/Grupo Chalezinho. O gastronomizaê não recebeu pagamento para publicar esta nota.

Fonte: Release de imprensa do Cozinha Beagá (Grupo Chalezinho)

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