São Paulo sediou em 13 de agosto o I Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, que reuniu representantes de Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Peru e México para debater políticas públicas, investimentos, rotas enoturísticas e integração regional. O evento foi realizado pela revista ADEGA em parceria com a ONU Turismo, reunindo governos, instituições públicas e privadas, produtores e especialistas em torno da ideia de que vinho, gastronomia, hospedagem e produção rural podem atuar de forma integrada para fortalecer destinos turísticos.
Os números que abriram o encontro
Na abertura, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou que mais de 85% das vinícolas brasileiras já oferecem experiências enoturísticas e citou números do setor no primeiro semestre de 2026: 50 milhões de passageiros domésticos, mais de R$ 25 bilhões em gastos de estrangeiros e 2,4 milhões de empregos formais gerados pelo turismo. Já o secretário municipal de Turismo de São Paulo, Gustavo Lopes, reforçou o peso da gastronomia paulistana, com mais de 156 mil bares e restaurantes e 47 milhões de turistas recebidos no ano anterior.
Vinho, café, queijo, cacau e erva-mate como âncoras
O ponto que dá nome a este texto veio de Heitor Kadri, diretor do Escritório Regional para as Américas da ONU Turismo: ele ressaltou o potencial de produtos como vinho, café, erva-mate, cacau e queijos como âncoras do turismo rural, com papel importante a ser desempenhado pelos governos na estruturação desses destinos. É uma lista que amplia o enoturismo para uma categoria maior — o turismo gastronômico rural —, na qual o vinho é protagonista, mas não é o único produto com força para atrair viajantes ao campo.
Christian Burgos, CEO da revista ADEGA, defendeu no encontro a transformação dos atributos de cada território em experiências, destacando o potencial do Brasil e da América Latina como destinos de turismo e gastronomia.
O lançamento do guia, e a programação prática
Durante o encontro, a ADEGA lançou o Guia ADEGA Rotas do Vinho 2026/2027, dedicado ao enoturismo na Argentina, no Brasil, no Chile e no Uruguai, reunindo vinícolas, restaurantes, hotéis e dicas de viagem. O gastronomizaê já cobriu esse guia com outro recorte — o nome anunciado como “das Américas” cobre, na prática, quatro países do Mercosul, e a lista das 11 vinícolas mineiras incluídas na publicação segue sem divulgação pública.
A programação do Fórum incluiu ainda um walking tasting com vinícolas dos países participantes, ilhas gastronômicas representando a culinária de cada nação e um showcooking promovido pela Embratur — reforçando na prática a integração entre vinho, gastronomia e turismo proposta pelo evento.
Nota apurada a partir da reportagem “Fórum de Enoturismo reúne sete países em São Paulo”, publicada na edição 251 (setembro de 2026) da revista ADEGA, seção Mundovino. O gastronomizaê não esteve no Fórum, não entrevistou as fontes citadas e não tem relação comercial com a ONU Turismo, a Embratur ou a revista ADEGA.