Saúde

Gostar de azeite extravirgem e pimenta-do-reino está associado a menor risco de morte, mostra pesquisa com 177 mil pessoas

Reportagem do New York Post traz pesquisa que rastreou preferências alimentares, não apenas dietas, de mais de 177 mil pessoas no Reino Unido: seis alimentos apareceram ligados a vida mais longa, e cinco, a maior risco de morte — incluindo refrigerante no topo da lista negativa.

Por Luiz Lessa11 de setembro de 2026

Gostar de azeite extravirgem e pimenta-do-reino está associado a menor risco de morte, mostra pesquisa com 177 mil pessoas

Foto: Foto: Tony Webster/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Uma reportagem do New York Post traz uma pesquisa que, em vez de rastrear dietas completas, focou em preferências alimentares — o que mais de 177 mil pessoas no Reino Unido disseram gostar de comer — para tentar prever risco de morte. A lógica, segundo o texto: preferências tendem a se manter estáveis ao longo do tempo, enquanto o que as pessoas realmente comem varia de acordo com o que está disponível e o que cabe no bolso, o que torna a preferência um indicador mais confiável do que o método tradicional de pedir para lembrar o que se comeu nos últimos dias.

Seis alimentos associados a vida mais longa

Depois de perguntar aos participantes quais eram seus alimentos preferidos, os pesquisadores voltaram a checar quem ainda estava vivo mais de três anos depois. Seis alimentos e temperos específicos apareceram ligados a menor risco de morte:

Cinco associados a vida mais curta

Do lado oposto, cinco alimentos e bebidas apareceram associados a maior risco de morte — refrigerante comum liderou, seguido de refrigerante diet, chá com açúcar, leite integral e flocos de milho (corn flakes):

Segundo a reportagem, o achado reforça o que já se sabe sobre ultraprocessados: o problema não é só a caloria da porção, mas também aditivos e outros ingredientes que não fazem bem à saúde.

Uma surpresa: álcool não apareceu como fator de risco

Um dado chamou atenção dos próprios pesquisadores: cerveja, vinho e destilados não apareceram associados a maior risco de morte na pesquisa — ao contrário do que boa parte do debate público sobre álcool e saúde sugere atualmente.


Nota apurada diretamente na edição do New York Post de 11 de setembro de 2026, matéria assinada por Allie Yang. O gastronomizaê não teve acesso ao estudo original citado pela reportagem — a matéria não identifica a publicação nem os autores da pesquisa — e não tem vínculo com o New York Post. Este texto é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional individual.

Fonte: New York Post, edição de 11 de setembro de 2026 (Allie Yang)

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