Uma reportagem do New York Post traz uma pesquisa que, em vez de rastrear dietas completas, focou em preferências alimentares — o que mais de 177 mil pessoas no Reino Unido disseram gostar de comer — para tentar prever risco de morte. A lógica, segundo o texto: preferências tendem a se manter estáveis ao longo do tempo, enquanto o que as pessoas realmente comem varia de acordo com o que está disponível e o que cabe no bolso, o que torna a preferência um indicador mais confiável do que o método tradicional de pedir para lembrar o que se comeu nos últimos dias.
Seis alimentos associados a vida mais longa
Depois de perguntar aos participantes quais eram seus alimentos preferidos, os pesquisadores voltaram a checar quem ainda estava vivo mais de três anos depois. Seis alimentos e temperos específicos apareceram ligados a menor risco de morte:
- Azeite de oliva extravirgem — 33% menor risco
- Pimenta-do-reino — 28% menor risco
- Aspargos e brócolis — 31% menor risco cada
- Abóbora butternut (moranga) — 25% menor risco
- Berinjela — 21% menor risco
Cinco associados a vida mais curta
Do lado oposto, cinco alimentos e bebidas apareceram associados a maior risco de morte — refrigerante comum liderou, seguido de refrigerante diet, chá com açúcar, leite integral e flocos de milho (corn flakes):
- Refrigerante comum — 38% maior risco
- Refrigerante diet — 23% maior risco
- Chá com açúcar — 22% maior risco
- Leite integral — 18% maior risco
- Flocos de milho (corn flakes) — 20% maior risco
Segundo a reportagem, o achado reforça o que já se sabe sobre ultraprocessados: o problema não é só a caloria da porção, mas também aditivos e outros ingredientes que não fazem bem à saúde.
Uma surpresa: álcool não apareceu como fator de risco
Um dado chamou atenção dos próprios pesquisadores: cerveja, vinho e destilados não apareceram associados a maior risco de morte na pesquisa — ao contrário do que boa parte do debate público sobre álcool e saúde sugere atualmente.
Nota apurada diretamente na edição do New York Post de 11 de setembro de 2026, matéria assinada por Allie Yang. O gastronomizaê não teve acesso ao estudo original citado pela reportagem — a matéria não identifica a publicação nem os autores da pesquisa — e não tem vínculo com o New York Post. Este texto é informativo e não substitui orientação médica ou nutricional individual.