Até 22 de setembro, o Pacato, em Lourdes, vende três pratos novos criados pelo chef Caio Soter para o inverno, reunidos sob o nome “Estado de Brasa”. A diferença para um menu degustação sazonal comum: os pratos entram avulsos na carta, para pedir no almoço ou no jantar, sem obrigar o cliente a fechar um pacote fechado.
Milho no lugar do arroz
O prato mais conceitual do trio é o “Isso não é um risoto”, que acompanha o Ossobuco de Porco com glace de jabuticaba (R$ 115). A técnica é a do risoto — grão cozido aos poucos, com adição gradual de líquido, até soltar o amido e dar cremosidade — mas o grão trocado é o milho verde no lugar do arroz. É um jogo de expectativa: o comensal reconhece o método e estranha o resultado, mais doce e mais tostado do que um risoto convencional pediria.
O Polvo (R$ 165) vai direto na brasa e é servido com risoni cremoso, enriquecido por glace de frango e coalhada — uma combinação de intensidade defumada com a acidez e a gordura do laticínio fazendo o contraponto. Já a opção vegana, Arroz de Tomate, Palmito e Abóbora (R$ 95), reúne tomate defumado, palmito tostado na brasa, emulsão de alho negro e picles de abóbora — o prato que mais depende da brasa para dar corpo a ingredientes que, crus, teriam menos presença no prato.
Um Pacato que não quer ser só ocasião especial
Segundo a casa, “Estado de Brasa” também é um teste de posicionamento: o Pacato quer deixar de ser lembrado só como endereço de jantar comemorativo e virar opção de visita mais frequente, com pratos que giram fora de um cardápio fixo. Não é a primeira vez — a casa já rodou antes o cardápio sazonal “Mundo Gerais” — mas é a primeira ação pensada explicitamente para pedido avulso, não para menu fechado.
Caio Soter abriu o Pacato em outubro de 2021, seu primeiro restaurante, depois de passar por Alma Chef, pela criação de cardápios para o Jardim Restô Bar e por uma participação no “Mestre do Sabor”, da TV Globo — formado em Direito antes de migrar para a cozinha. A casa tem 48 lugares, iluminação baixa, cozinha aberta, e o nome vem do quadro “O Violeiro” (1899), de Almeida Júnior, escolhido como contraponto proposital à própria inquietação do chef. O eixo da cozinha são porco, frango e vegetais, com base na comida caseira mineira.
Serviço
Estado de Brasa — Pacato Até 22 de setembro de 2026, no almoço e no jantar
Arroz de Tomate, Palmito e Abóbora — R$ 95 Polvo na Brasa, Risoni e Coalhada — R$ 165 Ossobuco de Porco e “Isso não é um risoto” — R$ 115
Endereço: Rua Rio de Janeiro, 2735, Lourdes — Belo Horizonte (MG) Funcionamento: quarta a sexta, 12h-15h e 19h-23h; sábado, 12h-16h e 19h-23h; domingo, 12h-16h Reservas: pacatobh.com.br — @pacatorestaurante
Nota apurada a partir de release de imprensa enviado pela assessoria do Pacato (Doizum Comunicações). O gastronomizaê não visitou o restaurante nem provou os pratos de “Estado de Brasa”, não pagou nem recebeu pagamento para publicar esta nota — não é resenha, não leva nota. Os preços, o endereço e o cargo de Caio Soter como chef do Pacato foram conferidos no site oficial da casa; os dados sobre a trajetória do chef e a abertura do restaurante, em outubro de 2021, vêm de reportagem independente do jornal O Tempo. A foto é de divulgação, do Estúdio Grampo. Nossos critérios estão em política de crítica.