Mercado

Time Out Market nem abriu em São Paulo e já negocia a segunda unidade, no Centro

A primeira unidade brasileira do mercado gastronômico, prevista para o 1º trimestre de 2027 no Conjunto Nacional, ainda está em obras. Mesmo assim, o empresário Benjamin Ramalho já negocia uma segunda casa no Centro de São Paulo, com Rio de Janeiro e Buenos Aires também nos planos de expansão.

Por Luiz Lessa7 de setembro de 2026

Time Out Market nem abriu em São Paulo e já negocia a segunda unidade, no Centro

Foto: Boaventuravinicius/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

O Time Out Market ainda nem abriu sua primeira unidade em São Paulo — prevista para o primeiro trimestre de 2027, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista — e já negocia a segunda casa, desta vez no Centro da cidade. A informação é do Paladar, do Estadão, em reportagem da editora-chefe Luciana Lancellotti. Rio de Janeiro e Buenos Aires também entram nos planos de expansão do empresário Benjamin Ramalho, responsável pela operação brasileira da marca.

A primeira unidade ainda está saindo do papel

O projeto na Avenida Paulista ocupa 3.250 m² no primeiro andar do Conjunto Nacional, com vista para a Alameda Santos. Serão 17 cozinhas, um espaço de padaria, três bares — um deles em parceria com a Ambev, para a linha Stella Pure Gold —, uma cozinha-estúdio e uma área multiuso para eventos e workshops, somando cerca de 750 lugares. O projeto arquitetônico é assinado pelo escritório Levisky Arquitetos, sob comando da arquiteta Adriana Blay Levisky, que descreveu a proposta como “criar várias formas de viver o espaço: mesas coletivas, cantos íntimos, áreas festivas, espaços corporativos e áreas contemplativas”.

O acordo entre a Nomad, fintech que bancou a entrada da marca no Brasil, e o Time Out Market tem duração de dez anos e envolve investimento superior a R$ 100 milhões — o primeiro contrato de “Experience Rights” firmado no mercado brasileiro. A expectativa é de cerca de 2 milhões de visitantes por ano, num prédio que já recebe mais de 1,5 milhão de pessoas por dia de circulação.

Será a primeira operação do Time Out Market na América do Sul, e a segunda sob modelo de franquia da marca, que soma 13 unidades no mundo — entre elas Nova York, Dubai, Budapeste, Barcelona e Lisboa.

Por que a pressa em falar de uma segunda casa

Negociar uma segunda unidade antes de a primeira sequer abrir as portas é, no mínimo, uma declaração de confiança — ou uma corrida para ocupar espaço antes de qualquer concorrente tentar o mesmo formato por aqui. O padrão de expansão do Time Out Market lá fora costuma vir só depois que a operação local prova o conceito; no Brasil, a conversa sobre a segunda casa começou enquanto a primeira ainda está em obras.

O Centro de São Paulo, cotado para a nova unidade, tem histórico de prédios antigos e galerias com potencial de revitalização — parte da comunidade que comentou o anúncio já especulou nomes como a Galeria Metrópole. Nenhum endereço específico foi confirmado até a publicação desta nota.

Serviço

Time Out Market São Paulo Conjunto Nacional, Avenida Paulista, 1º andar Abertura prevista: 1º trimestre de 2027


Nota factual. O gastronomizaê não apurou informações adicionais além do que foi publicado pelo Paladar/Estadão e não tem relação comercial com o Time Out Market, a Nomad ou o Grupo Estado. Dados sobre a primeira unidade (metragem, operações, investimento) cruzados com a cobertura de Forbes Brasil e Central do Varejo, ambas de setembro de 2026.

Fonte: Paladar/Estadão (@paladar), reportagem da editora-chefe Luciana Lancellotti

Sem algoritmo

A carta semanal
do editor de mesa

Uma recomendação, uma história e uma receita toda sexta-feira. Apenas para assinantes do gastronomizaê.

Sem spam. Cancelamento imediato. Toda sexta.